4 dicas para você descobrir se o seu PET está acima do peso.

Você sabe quando um Pet é considerado obeso?

A obesidade é um distúrbio nutricional muito frequente em cães e gatos. Estima-se que mais 20% dos cães e 25% dos gatos estão obesos.

Um cão ou gato é considerado obeso quando tem mais de 20% de gordura corporal. Este excesso de gordura acumulada nos tecidos afeta a qualidade de vida e a saúde dos nossos amigos de quatro patas, podendo também reduzir a sua expectativa de vida.

Motivos da obesidade

Vários fatores estão relacionados como causas da obesidade em cães e gatos. Dentre eles destacam-se os fatores genéticos, a raça, os problemas hormonais como o hipotireoidismo, a castração e o mais importante deles que é o desequilíbrio entre o consumo e o gasto de energia. Em grande parte dos casos o excesso de consumo de energia favorecendo a obesidade está relacionado a relação estabelecida entre os tutores e seus pet.

Na natureza os cães e gatos regulam os consumo de alimento normalmente pela quantidade de calorias presente na dieta. Como a gordura é o nutriente mais rico em calorias os animais limitam o consumo de comida pela quantidade de gordura. Do contrário alimentos pobres em calorias estimulariam o animal a comer mais.

O consumo também pode ser influenciado pelas características do alimento. As indústrias alimentícias estudam e sabem o que colocar no alimento para torná-lo mais agradável ao paladar dos pets. Cães e gatos aumentam o consumo pela textura, sabor e odor dos alimentos. Por isso oferecer comida em excesso aos nossos amigos peludos pode torná-los obesos. Entre os erros mais comuns, estão:

  • Não resistir ao olhar de súplica dos cães ou aos miados irresistíveis dos seus bichanos.

  • Oferecer muitos petiscos e agrados

  • Sempre querer recompensá-los com comida.

  • Não passear com seus amigos nem brincar com eles. Muito importante para gastar as calorias ingeridas e reduzir a ansiedade.

  • Hábito de comer na presença deles.

  • Desconhecer os riscos da obesidade em cães e gatos.

  • Não saber identificar um animal obeso.

Reconhecendo um animal obeso

Agora como podemos fazer para reconhecer se um cãozinho ou gatinho está acima do peso? Não é uma tarefa muito fácil principalmente para a espécie canina que possui diversas raças e portes e para cada uma delas, um peso ideal. No entanto existem algumas dicas bem legais que podem te ajudar:

  1. A primeira delas é olhar para a região das costelas do seu animal. Repare se há um camada grande de gordura em cima delas e se são difíceis de serem sentidas.

  2. Deixe seu animal em pé no chão e o observe de cima. Repare sua silhueta e se há o contorno da cintura. Cães ou gatos acima do peso deixam de ter o leve contorno da cintura.

  3. Repare se há acúmulo de gordura na base da cauda e na região lombar. As “costas” de um animal gordinho é mais arredondada.

  4. Repare se há acúmulo de gordura no pescoço.

Consequências da obesidade

Animais obesos, têm mais reservas de gordura também chamada de adipócito. Os adipócitos produzem substâncias que levam a uma resposta inflamatória crônica no animal, e tem como consequência a resistência à insulina e o aparecimento do diabetes tipo II.

O excesso de peso pode predispor a doenças articulares, ruptura de ligamento, artrites e doenças de coluna. Estudos comprovaram que cães que permaneceram magros até metade de sua fase adulta tem menores chances de desenvolver alterações ósseas do que os cães obesos.

A obesidade afeta a respiração dos cães principalmente os braquicefálicos (bulldog, pug, shih tzu, boxer) devido ao aumento de gordura em regiões do tórax, pescoço e cabeça. Os yorkshires obesos também têm maior chance de desenvolver colapso de traqueia, uma doença que provoca dificuldade respiratória intensa.

Alimentando um PET obeso

Cães e gatos obesos precisam consumir dietas nutritivas que os façam perder peso de forma gradual e saudável. As dietas direcionadas para animais acima do peso são aquelas ricas em proteínas de alto valor biológico. Assim evita-se a perda de massa magra no processo de emagrecimento. Os carboidratos devem ser aqueles com maior quantidade de fibras e nutricionalmente ricos. Um exemplo é o inhame, cenourinha, beterraba que ajudam a controlar os picos glicêmicos.

Além disso, não podemos esquecer das fibras. Elas são importantíssimas pois dão mais saciedade e interferem na absorção de calorias.

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